005 — Espiritualidade na Educação

Propõe o educador Paiva Netto com a Pedagogia do Cidadão Ecumênico que "A verdadeira Educação começa em Jesus", sendo assim anti-sectária, completa e perene.

Formar cérebros e Corações é a grande meta a ser atingida.

Se nos preocuparmos apenas com os aspectos informativos da Educação, podemos desviá-la de seu real objetivo: formar Seres Humanos.

A reflexão sobre essa importante diretriz nos leva a crer que, mais do que pensar em quais conteúdos devemos ensinar em Português, Química ou Física, vale, antes, e sempre, pensar nos princípios fundamentais e norteadores do verdadeiro processo de aprendizagem, que é aquele que permite ao indivíduo a busca constante do conhecimento, pois favorece o desenvolvimento do aprender a aprender, um dos Quatro Pilares para a Educação da Unesco.

Para a efetiva prática deste aprendizado, levantamos sete pontos que consideramos essenciais:

Vivenciar valores:
Garantir ferramentas que possibilitem o fortalecimento do caráter das crianças e jovens, por meio da vivência de valores universais, em consonância com a família e a sociedade, oferecendo a oportunidade da criança e do jovem elaborarem conceitos e praticarem a cidadania ecumênica. Dar condições para que o aluno perceba-se como parte de um grupo social, que é, ao mesmo tempo, meio de interação e fonte de estudo e informação, desenvolvendo nele a percepção de realidade.

Praticar o pensar:
Exercitar o pensamento, oferecendo, de forma constante e sistemática, desafios e problemas de lógica que auxiliem o aluno a desenvolver uma completa linha de raciocínio, que esteja baseada na coesão e coerência e que seja seqüencial e gradativa, servindo de base para que ele possa "raciocinar" os fatos da vida. Daí vem a Educação libertadora. Uma vez assimiladas as noções éticas que devem reger verdadeiramente nossas vidas, os conceitos de certo ou errado, bem ou mal, útil ou inútil virão naturalmente. Por exemplo: não é preciso ensinar a criança e o jovem a respeitar a diversidade de opiniões, se o Novo Mandamento de Jesus: ”Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Evangelho, segundo João, 13:34 ) já tiver sido assimilado nos âmbitos da teoria e da prática. De certa forma, quando se insiste para que uma criança respeite a outra em suas diferenças, estamos trabalhando com a conseqüência e não com a causa.

Incentivar a habilidade investigativa:
Tendo como base a percepção da realidade e a consciência de que o saber e a informação fazem parte de um amplo universo social, desenvolver o senso de pesquisa e a curiosidade saudável que farão com que a criança e o jovem vejam o conhecimento como fato inerente à vida e em constante evolução. Ou seja, sistematizar a pesquisa, ensinar a pesquisar no universo social as informações que vão compor o saber individual.

Despertar a memória espiritual:
Eis aqui o grande diferencial da Pedagogia do Cidadão Ecumênico. O aluno, considerado por nós o Ser espírito-biopsicossocial, traz informações e conhecimentos em seu Espírito, acumulados ao longo de suas diversas existências no plano físico e espiritual. O papel de educador é favorecer o despertar desse conhecimento e de todo saber disponível no inconsciente coletivo e no mundo espiritual, de forma saudável e natural.

Nortear e apoiar:
Ao monitorar a ação das crianças e jovens, balizando os limites necessários e fundamentais para propiciar o amadurecimento de conceitos e ações, favorecendo estudos e pesquisas para temas de interesse, que contribuam na formação integral das crianças e jovens, a escola poderá contribuir efetivamente para a formação de Cidadãos Ecumênicos.

Valorizar e respeitar:
Quando o educador, além de propiciar ricos momentos de aprendizagem e pesquisa, valoriza a produção e as ações das crianças e jovens, respeitando seus limites e suas habilidades, está contribuindo de forma significativa para que o aluno tenha sua auto-estima em grau satisfatório e consiga interagir com o meio social sem frustrações, exercendo plenamente sua cidadania.

Despertar potencialidades:
Pela vivência social que a escola propicia, colocando também em prática ações de solidariedade ecumênica; cabe ao educador descobrir e despertar habilidades e capacidades nos alunos, possibilitar experiências nas diversas áreas do saber, com vistas à atuação das crianças e jovens na idade adulta e em integração com a sociedade.

 
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